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Data de publicação: 16/11/2021

Dicas de Manutenção de Pneus para Frotas

A vida útil dos pneus depende de uma manutenção cuidadosa e periódica. Neste artigo, você vai encontrar algumas orientações da ANIP sobre limite de segurança, pressão, rodízio de pneus e dicas importantes para evitar o desgaste dos pneus.

 

 

O que você precisa saber

 

Os motoristas devem sempre lembrar que o pneu não é apenas um componente importante para a performance do transporte, mas essencial à segurança. Fabricado para atender hábitos de consumo, condições climáticas e características do sistema viário existente em cada país, o pneu é parte fundamental do cotidiano das pessoas.

 

Para garantir a confiabilidade dos pneus, a indústria de pneumáticos realiza constantes investimentos em novas tecnologias e desenvolve novos produtos que possam atender às exigências do consumidor.

 

Os principais pontos destacados pelos fabricantes são a qualidade e distinção das matérias-primas usadas na produção dos pneus automotivos, que recebem certificação do INMETRO. Os pneus também contam com a certificação da União Europeia e do DOT (Departament of Transportation) dos Estados Unidos da América, condição essencial para a sua exportação.

 

Os dados trazidos nas laterais dos pneus também informam ao consumidor sobre a origem do pneu (data de fabricação, tipo de pneu, nome do fabricante, entre outros). Além disso, o usuário conta com garantia de pelo menos cinco anos da data de compra contra defeitos de fabricação.

 

Cuidados como evitar a sobrecarga e a periódica manutenção dos pneus garantem a segurança de seus usuários, oferecendo rendimento e economia de combustível para os diversos veículos.

 

 

Limite de Segurança

 

Você sabe como medir o limite de segurança do seu pneu? Para facilitar esse trabalho, os fabricantes colocam ressaltos na base dos sulcos para indicar o limite sem precisar usar um medidor. Sendo assim, o motorista pode vistoriar o pneu periodicamente, sem necessidade de se deslocar a um estabelecimento comercial.

 

O desgaste máximo do pneu (limite de segurança) é de 1,6 mm de profundidade dos sulcos. Abaixo dessa medida, o pneu já passa a ser considerado “careca”. A resolução do Contran 558/80 estabelece que trafegar com pneus abaixo do limite é ilegal e o veículo pode ser apreendido.

 

Veja as implicações do uso de pneus abaixo do limite de segurança:

  • Aumento da propensão de derrapagens laterais, mesmo em pista seca;
  • O espaço necessário para frenagem aumenta, mesmo em pista seca;
  • Diminuição na drenagem de água em pista molhada, causando grande
    instabilidade;
  • Aumento do risco de furos e cortes na banda de rodagem.

 

Manutenção Mecânica

 

Vários componentes mecânicos do veículo, caso não estejam em conformidade, podem interferir na durabilidade dos pneus, ocasionando desgastes prematuros e até diminuição da segurança. A manutenção periódica de amortecedores, molas, freios, rolamentos, eixos e rodas garantem a durabilidade dos pneus.

 

 

Balanceamento de Roda

 

O desbalanceamento das rodas, além de desconforto ao dirigir, causa perda de tração, de estabilidade, desgastes acentuados em componentes mecânicos e prejudica o próprio pneu.

O balanceamento das rodas deve ser feito sempre que surgirem vibrações, na troca ou conserto do pneu, ou a cada 10.000 km rodados.

 

Alinhamento de Direção

 

Desvios mecânicos provocam desgastes prematuros nos pneus e desalinhamento de direção, deixando o veículo instável e inseguro.

 

Deve-se alinhar o veículo quando houver algum impacto na suspensão, na troca de pneus ou quando eles apresentarem desgastes irregulares, quando houver substituição de componentes da suspensão, quando o veículo estiver puxando para um lado, ou a cada 10.000 km rodados.

 

 

 

Pressão dos Pneus (calibração)

 

Baixa Pressão

O descuido com a calibragem dos pneus acarreta sérias consequências para sua durabilidade. A baixa pressão é um dos inimigos do pneu e pode provocar vários problemas, inclusive riscos de segurança, como:

  • Aceleração do desgaste geral do pneu, pois ele acaba trabalhando mais quente;
  • Aumento do desgaste nos ombros, já que há um apoio maior sobre esta área;
  • Maior consumo de combustível por causa da maior resistência ao rolamento;
  • Perda de estabilidade em curvas, pois há alteração da área de contato com o solo;
  • Direção pesada e perda da capacidade de manejo pela maior resistência ao dirigir;
  • Desgaste prematuro dos terminais de direção, uma vez que sua exigência é maior.

Excesso de Pressão

Os problemas de excesso de pressão são menores quando comparamos à baixa pressão:

  • Desgaste mais acentuado no centro da rodagem, por causa do apoio maior sobre esta área;
  • Perda de estabilidade em curvas, pois há menor área de contato com o solo.

 

Rodízio dos Pneus

 

O rodízio serve para compensar a diferença de desgaste dos pneus, permitindo mais durabilidade e eficiência. Proporciona também melhor estabilidade na direção, especialmente em curvas e freadas. A recomendação é a seguinte:

  • Mudança para pneus diagonais de passeio: a cada 5.000 Km.
  • Mudança para pneus radiais de passeio: a cada 8.000 Km.

 

Pneus: prazo de validade x garantia

 

A ANIP esclarece que pneus não têm prazo de validade, mas sim garantia contratual oferecida pelos fabricantes. A garantia normalmente é de cinco anos, a partir da data de compra do pneu ou do veículo novo.

 

Se não houver comprovante de compra, a data que pode ser considerada é a de sua fabricação, que são os quatro últimos algarismos encontrados na lateral do pneu, logo depois do código DOT. Os dois primeiros números representam a semana de produção e os dois últimos o ano de fabricação (Exemplo: 1018 – décima semana do ano de 2018).

 

Apesar de não existir um prazo de validade, a ANIP reforça a importância de fazer a manutenção adequada: calibrar os pneus semanalmente, realizar o rodízio de pneus, bem como seu alinhamento e balanceamento, e estar sempre atento aos sinais de desgaste. Além disso, o perfil de direção do motorista influencia na durabilidade do pneu, pois dirigir de forma agressiva ou em locais com muito trânsito requer frenagens constantes e tende a gastar mais o pneu.

 

O motorista também deve ficar atento ao limite de segurança de 1,6 mm de profundidade indicado nos sulcos do pneu. Essa marcação é uma saliência de borracha e, quando atingida, indica que o pneu chegou ao seu limite e deve ser trocado, pois passou a ser considerado “careca”. Vale lembrar que, além de interferir na segurança, o motorista pode ser autuado pelas autoridades de trânsito caso circule com pneus nesse estado.

 

 

Dicas importantes para evitar o desgaste precoce dos pneus:

 

Veja essas recomendações valiosas para evitar que o pneu tenha desgaste excessivo e desnecessário:

» Calibre os pneus semanalmente, de acordo com a indicação do manual do fabricante.
» Faça rodízio de pneus.
» Evite sobrecarga de peso.
» Faça a manutenção preventiva de componentes do veículo que atuam diretamente sobre os pneus.
» Alinhe o sistema de direção e suspensão, além do balanceamento de pneus conforme indicado pelo fabricante.
» Utilize o pneu indicado para cada tipo de solo.
» Observe periodicamente o indicador de desgaste de rodagem (TWI – Tread Wear Indicators), que existe em todo pneu para mostrar o momento certo da troca.
» Evite o contato do pneu com derivados de petróleo ou solventes, que atacam a borracha.
» Evite a direção agressiva com freadas fortes e mudanças bruscas de direção.

 

Fonte: https://www.anip.org.br  

 

 

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Um forte abraço da equipe e até o próximo post.